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quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Mancha no Golfo do México estimula bactérias degradadoras de petróleo

O estudo foi feito com 17 amostras de águas profundas da região. Micro-organismos podem ser os mais eficientes no combate à mancha.
Amostras colhidas do fundo do oceano na região da plataforma Deepwater Horizon, no Golfo do México, revelam que o derramamento de petróleo no local estimulou bactérias biodegradadoras, que podem representar a arma mais eficiente de combate aos resquícios do desastre ambiental.
O trabalho, de autoria de Terry Hazen e colegas, será publicado na próxima edição da revista Science.
A coleta do material foi feita por navios em operação na região entre os dias 25 de maio e 2 de junho. Foram levadas 17 amostras de água entre 1.099 e 1.219 metros de profundidade, a uma distância de até 10 km do poço.
Variedades de protobactérias gama estavam presentes no material recolhido. Sequeciamento de genes permitiu identificar os micro-organismos como pertencentes à ordem Oceanospirillales.
Quase todas as protobactérias gama são conhecidas por degradar hidrocarbonetos e são estimuladas pela presença de petróleo em ambientes frios, como é o caso das águas profundas do Golfo do México.
Os organismo não necessitam de oxigênio para respirar e sua ação na biodegradação do petróleo poderia passar despercebida pelos métodos convencionais de detecção desta atividade, que se baseiam nos níveis de concentração de oxigênio na água.
O impacto das protobactérias gama vai depender de fatores como a resposta dos micro-organismos ao aumento da concentração de hidrocarbonetos, compostos que compõem o petróleo, ou de dispersantes.
Para os pesquisadores responsáveis pelo trabalho, há um potencial para a dissipação da mancha de óleo a mais de 1.000 m de profundidade com o método, sem acarretar queda abrupta nos níveis de oxigênio da água, ameaça que pode comprometer a vida marinha no local.

fonte G1

domingo, 15 de agosto de 2010

Brasil e Estados Unidos assinam acordo de preservação do meio ambiente

Brasil e Estados Unidos assinaram na última quinta-feira (12) acordo na área de meio ambiente para conversão da dívida brasileira com a Agência Internacional de Cooperação dos Estados Unidos (Usaid - sigla em inglês) em investimentos na preservação e conservação de florestas tropicais. O acordo prevê que serão destinados US$ 21 milhões para projetos nas áreas de conservação, manejo e monitoramento. O acordo só foi possível porque os Estados Unidos aprovaram em 1998 uma lei que permite a troca de dívida por investimentos no meio ambiente.
A ministra-conselheira da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil, Lisa Kubiske, disse que o acordo é o primeiro firmado com o Brasil para conversão de dívida em investimentos. "Queremos mostrar um tipo de cooperação bilateral que é bastante concreta porque teremos projetos a serem desenvolvidos", explicou.
Lisa disse ainda que os Estados Unidos têm acordos semelhantes com outros 15 países que totalizam US$ 239 milhões. A dívida brasileira com a Usaid deveria ser paga até 2015 e foi contraída antes da década de 1960.
A ministra do Meio Ambiente, Isabela Teixeira, disse que o primeiro edital para projetos relativos ao acordo deve sair até o fim do ano. "A expectativa é investir em biodiversidade, conservação, áreas protegidas, manejo, populações tradicionais por meio de projetos de desenvolvimento local, em monitoramento e vigilância", informou.
Segundo a ministra, os recursos deverão ser destinados à preservação e conservação da Mata Atlântica, do Cerrado e da Caatinga.

Por Roberta Lopes/Agência Brasil

http://viajeaqui.abril.com.br/nationalgeographic/noticias/257283_noticias.shtml?MA

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